A energia também é fundamental para manter o escore corporal do animal. Afinal um animal magro não conseguiria nutrir adequadamente seu produto assim como não produziria leite nutritivo. A égua tende a perder peso após o parto, por isso é importante mantê-la em um escore corporal entre cinco e seis no último mês de prenhes. É importante ressaltar que a égua não pode ficar obesa no terço final de gestação, porque pode prejudicar o crescimento fetal, devido à diminuição do espaço intrauterino.
Neste período, é primordial a ingestão de sal mineral balanceado específico para equinos que contenha todos os minerais, principalmente cálcio, cobre, zinco, ferro, selênio, potássio, magnésio, cloro, e também as vitaminas A, D e E. A quantidade recomendada para éguas nesta categoria está em torno de 80 a 100 gramas por dia, mas pode variar dependendo da qualidade do volumoso e também do concentrado fornecido.
A égua em lactação é a categoria animal que apresenta os maiores requerimentos em proteína, lisina, cálcio, fósforo e todos os demais minerais – dentro da espécie equina – e a segunda categoria animal que mais precisa de energia para realizar suas funções, perdendo apenas para cavalos atletas em trabalhos muito intensos. Isso significa que a dieta da égua em lactação deve ser muito rica e completa para que ela consiga fornecer um leite nutritivo e suprir as exigências do potro em crescimento.
É possível concluir que a égua, desde o acasalamento até completar oito meses de prenhes, deve receber uma ração com 12% de proteína bruta e aproximadamente 2.900 Kcal / kg de energia digestível. Após este período, até o desmame do potro, ela deve passar a receber uma ração com 15% de proteína bruta e com um teor energético de aproximadamente 3.200 Kcal / kg. Se a qualidade da pastagem estiver ruim, deve fornecer feno (de alfafa, coast-cross, tifton) de boa qualidade.
A quantidade de concentrado a ser oferecida depende muito da qualidade da pastagem e também da ração consumida. Quanto melhor for a qualidade do volumoso, menor será a quantidade de ração, já que o cavalo é um herbívoro.
Cláudia Ceola
Médica Veterinária –
Assistente Técnica de Equinos